Se nem todos podem ir ao Museu do Prado, em Madrid, são as reproduções de algumas das obras que lá estão expostas que viajam até outros lugares, neste caso até à Escola Secundária Severim de Faria (ESSF), em Évora.

Réplicas de “Las Meninas” (Velázquez), de “El Quitasol” (Francisco de Goya), de “La Historia de Nastagio Degli Onesti (Boticelli) ou de “Los Niños de la Concha” (Murillo) podem ser apreciadas até ao dia 20 deste mês.

A par disso, há ainda uma série de trabalhos criativos, elaborados por alunos do Agrupamento de Escolas Severim de Faria (AESF), que também podem ser vistos, neste caso até 30 de outubro.

A inauguração da exposição, organizada pelo Grupo de Espanhol e as Bibliotecas da AESF, decorreu no passado dia 9, contando com momentos musicais alusivos ao tema.

Segundo os promotores da iniciativa, “esta é uma oportunidade única para os alunos do AESF e restante comunidade educativa e local conhecerem parte da riqueza do património artístico do Museu do Prado, um dos mais emblemáticos do mundo”.

Mafalda Andrade, Filipa Fialho, Irene Ribeiro, Ana Margarida Rosado e Dália Bandeira são as professoras de Espanhol do Agrupamento envolvidas na iniciativa.

Em declarações ao Diário do Sul, Mafalda Andrade explicou que, “no ano letivo passado, a Consejería da Educación fez a proposta às escolas de poderem candidatar-se a um projeto que relacionava a arte com as escolas, intitulado ‘O Museu do Prado vem à Escola’”.

Acrescentou que “a escola candidatou-se e agora no início deste ano letivo começámos a trabalhar em articulação curricular para montar esta exposição, não só o Espanhol, como também o Português, Literatura Portuguesa, Educação Visual e Artes Plásticas”.

A mesma professora adiantou que “estão expostas 20 réplicas de quadros do Museu do Prado”, realçando que “os alunos de ensino secundário, na disciplina de Espanhol, trabalharam os quadros, analisaram-nos, escreveram textos e também leram esses textos, criando QRCode que estão disponíveis na exposição”.

Sublinhou que “nem sempre será possível estar um aluno a fazer a apresentação dos quadros e assim temos QRCode, com a voz dos nossos alunos, quer em língua portuguesa, quer espanhola”.

A par disso, Mafalda Andrade destacou que “os alunos do secundário, em Português e Literatura Portuguesa, também criaram textos inspirados nos quadros”, focando que, ao nível do ensino básico, os alunos fizeram trabalhos em Educação Visual e Artes Plásticas”.

Revelou ainda que “a exposição vai passar por outras escolas, consoante as candidaturas que houve ao projeto”, reiterando que “aqui em Évora só vai estar na ESSF, pelo que também vamos receber alunos de outras escolas, incluindo de fora de Évora, bem como outras pessoas que queiram visitar esta mostra”.

A professora deu também nota da importância de “ter uma Direção aberta a este tipo de atividades, pois não se trata apenas de uma exposição, implicando uma série de recursos, quer físicos, quer humanos”.

A este respeito, Ana Pires Fernandes, diretora do AESF, evidenciou que “é sempre importante dar conhecimento aos alunos do que é a arte, incluindo aquilo que significa na evolução histórica da nossa Europa, neste caso”.

Reforçou que “nem todos têm possibilidade de viajar para encontrar essa arte e visitar museus e exposições com obras tão importantes”, exemplificando que “o Museu do Prado é muito rico e, por isso, trouxemo-lo à escola”.

Na sua opinião, “ficam pelo menos com uma expectativa do que lá existe, podendo até depois surgir a oportunidade de fazerem uma visita”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS

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