O estudo das políticas europeias para o património cultural é o tema de um curso de formação que vai ser ministrado na Universidade de Évora (UÉ) entre setembro e dezembro, no âmbito do projeto MEDHUES – Património Cultural Mediterrâneo e Políticas Europeias.

Até 13 de agosto, estão abertas as inscrições para a primeira edição do módulo anual “Património Cultural Mediterrânico e Políticas Europeias”, destacando-se que o curso vai focar “duas grandes áreas: o património cultural no contexto mediterrânico e as políticas e iniciativas europeias para a região mediterrânica”, adiantou a academia alentejana.

Acrescentou ainda que “pretende desenvolver conhecimentos, capacidades e competências genéricas nas áreas do património cultural e da história, com uma abordagem interdisciplinar focada nos estudos europeus”.

A mesma fonte revelou que “é dirigido alunos, docentes, investigadores e funcionários da UÉ, bem como a qualquer cidadão, desde que tenham pelo menos 17 anos à data do pedido de inscrição e tenham concluído ou estejam inscritos no último ano do ensino secundário”.

Em entrevista ao Grupo Diário do Sul, Sónia Bombico, coordenadora do curso de formação, começou por explicar que “o MEDHUES é um projeto chamado Jean Monnet Modules”, referindo que “é uma ‘call’ específica para promover cursos de formação no âmbito das políticas europeias”.

A mesma responsável, que é também investigadora do CIDHEUS (Centro Interdisciplinar de História Culturas e Sociedades) e colaboradora no MED (Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento), disse ainda que “o financiamento que nós temos é para promover ações de formação, no geral até em universidades cujos os estudos europeus não estejam tão desenvolvidos, e podemos optar por várias temáticas dentro daquilo que são as políticas europeias”.

Destacou que, “neste caso, escolhi o património cultural por ser a minha área de formação e também porque é uma área de especialização da UÉ”, reiterando que “a região mediterrânica também fazia sentido pela localização de Portugal, além de também ser uma área prioritária para a nossa universidade”.

Sónia Bombico especificou que “o MEDHUES começou em outubro de 2022 e vai até outubro de 2025, sendo o primeiro projeto Jean Monnet que a UÉ tem”.

Evidenciou ainda que “prevê ‘obrigatoriamente’ um curso de 60 horas anual, que é este que vai começar em setembro”, realçando que “vai ter outras duas edições, todas iguais, programadas para setembro de 2024 e para a primavera de 2025”.

Segundo a coordenadora, “no total, cada curso de formação tem 78 horas (concede 3 ECTS), das quais 60 horas são de contacto direto, havendo aulas presenciais e outras online (segundas e quartas-feiras)”.

Salientou também que “este curso deve iniciar a 11 de setembro e vai até 11 de dezembro, tem uma propina de 75 euros, obtendo-se um certificado de formação qualitativo no final”.

De acordo com Sónia Bombico, “grande parte das aulas são lecionadas por mim, mas também temos a colaboração de três docentes do Departamento de Economia (Evanthia Balla, Irene Viparelli e Silvério Rocha e Cunha), além de estar planeada a presença de oradores convidados”.

A mesma responsável focou que “o MEDHUES também tem outras formações mais curtas, os workshops temáticos sobre políticas europeias ligadas ao património cultural, que são gratuitos, dirigidos ao público em geral e que têm, por norma, uma duração de seis horas”.

A par disso, frisou que “inclui ainda outras atividades, como trazer convidados internacionais à UÉ ou a realização de um congresso internacional sobre a temática do projeto, previsto para novembro de 2024”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Foto: DS

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