O distrito de Évora acolheu a iniciativa “Governo Mais Próximo”, na quarta e quinta-feira da semana passada. Os vários concelhos deste território receberam a visita de governantes, privilegiando-se assim um contacto mais direto com a realidade local.

Neste âmbito, o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, visitou o Diário do Sul (DS), ficando a conhecer mais detalhadamente este grupo de comunicação social regional, bem como algumas preocupações que são sentidas.

Nesta deslocação, esteve acompanhado pelos deputados eleitos pelo PS pelo círculo eleitoral de Évora, Luís Capoulas Santos e Norberto Patinho, e ainda por Fernanda Ramos.

À margem da visita, o governante começou por explicar que “a iniciativa ‘Governo Mais Próximo’ é muito importante precisamente porque permite contactar e conhecer as realidades concretas do território”, constatando que “no meu mandato tenho procurado estar muito presente um pouco por todo o país e já vim várias vezes ao distrito de Évora”.

Exemplificou que, “antes de estar no DS, estive em Montemor-o-Novo, depois de lá ter estado em novembro”, referindo que “agora para anunciar a concretização de uma obra absolutamente necessária e que vem sendo adiada há vários anos, que é a recuperação do Convento da Saudação”.

Pedro Adão e Silva recordou ainda que “na reprogramação do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) para a cultura, o Alentejo tem a fatia maior do ‘bolo’ e o Convento da Saudação corresponde a um investimento de seis milhões de euros na sua obra”, considerando que “vai ser fundamental até para o projeto que tem o horizonte de 2027 de Évora Capital Europeia da Cultura”.

A par disso, destacou que “tive oportunidade de conhecer o DS e a conversa que tive aqui permitiu perceber a importância do jornalismo de proximidade”, referindo que “esta dimensão comunitária, ou seja, de uma certa ‘apropriação’ daquilo que é a oferta informativa pelas comunidades e pelo território, é uma dimensão essencial e estrutural do nosso espaço público”.

Na sua perspetiva, “nós precisamos, certamente, de meios de comunicação generalistas nacionais, mas sem esse alicerce, que é a comunicação social regional e local, o espaço público português ficará sempre muito mais pobre porque há um tipo de notícias que é muito distinto da comunicação social nacional”.

Para o ministro da Cultura, “é importante que coexista a informação de proximidade com a informação que tem um olhar mais periférico, que é a informação nacional”.

Durante esta visita ao DS, Adão e Silva confirmou que “houve ainda a partilha de algumas preocupações, que se prendem com a própria sustentabilidade do modelo de negócio da comunicação social”, constatando que “é pressionado por transformações da nossa sociedade, nomeadamente dos consumos de informação que são muito distintos do que eram, não há muito tempo, e que foram acelerados com a pandemia”.

Além disso, focou que foram expressas “preocupações que têm especificamente a ver com a comunicação social regional e local”.

Relativamente ao Regime de Sistema de Incentivos do Estado à Comunicação Social Regional e Local, o ministro garantiu que “tem vindo a ser reforçado do ponto de vista da dotação”, recordando que, “este ano, são 4,5 milhões de euros de apoio à comunicação social regional e local”.

No entanto, sublinhou que “há um trabalho a fazer de afinação do modelo em vigor, agora que essa responsabilidade também foi transferida, em parte, para as comissões de coordenação e desenvolvimento regional, bem como daquilo que tem a ver com as necessidades de financiamento da comunicação social regional e local”.

Autor: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS

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