O CANTE COMO LUGAR DE FUTURO, com Amílcar Vasques Dias, João Matias e Patrícia Portela, um debate moderado por Gonçalo Frota, que contou como inúmeras reflexões sobre o futuro do cante alentejano. com Sougata Roy Chowdhury e Nihar Mehta trouxeram os sons da Índia e a noite fechou com Kayhan Kalhor & Kiya Tabassian & Behnam Samani, do Irão.

O Ciclo de Cinema Documental continua a marcar presença no  Festival Imaterial

O ciclo de cinema documental apresenta The Soil de Zuzanna Solakiewicz leva o espectador numa viagem até à Polónia. Filmado em ritmo lento e com uma enorme beleza, explora a relação entre as mulheres, a música e a terra na Polónia. São as canções e as suas letras, comentando com humor e pungência a vida, o amor, a terra e a ação feminina, que fornecem uma estrutura narrativa ao filme: crua, autêntica e desprovida de intervenções modernas.

Hoje, será certamente mais um dia que ficará na memória das centenas de pessoas que diariamente acompanham o Imaterial, um festival organizado pela Câmara Municipal de Évora e Fundação Inatel. Do México, a vencedora do Grammy Revelação em 2022, Silvana Estrada que é uma das mais apaixonantes criadoras de canções do momento.

Segue-se La Kaita, uma cantora cigana nascida em Badajoz, que vem representar a região da Extremadura. Canta como se deitasse a sua alma cá para fora em cada verso com uma voz visceral, repleta de sentimento, de uma intensidade rara e espelho de uma liberdade plena que transita da vida para a sua música. Em Évora, sem artifícios que desviem a atenção das suas poderosas interpretações vocais, La Kaita surgirá na companhia dos guitarristas Miguel e Juan Vargas, pai e filho, músicos exímios e sintonizados com o registo quase selvagem da cantora, intérprete de um flamenco que se faz atual por uma urgência que só pode ser sinónima de presente.

A noite encerra com a sonoridade do Burundi através dos The Drummers of Burundi. Este coletivo reunido em torno de ritmos tradicionais da região leva para palco a música que acompanha vários rituais sociais ligados à sua vida em comunidade. Os tambores dos Master Drummers são construídos na madeira de uma árvore existente apenas no Burundi e cada músico planta as árvores para os instrumentos daqueles que lhe virão a suceder, alimentando um imparável ciclo de renovação. Uma experiência imperdível.

INFORMAÇÕES SOBRE A BILHETEIRA

ENTRADA LIVRE. Reservas na BOL bilheteira online ou através do telefone 266 703 112/Teatro Garcia de Resende, de segunda a sexta 9h30 – 12h30 / 14h00 – 17h30. As reservas são limitadas a 4 bilhetes máximo por pessoa, e são válidas até 30 minutos antes do espetáculo, após essa hora os bilhetes de reservas serão libertados para público no local, não sendo garantidas excepções a nenhuma reserva.

Fonte: Nota de Imprensa

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