A Fundação Joaquim Nabuco deu um importante passo no sentido de ampliar sua atuação internacional. A Instituição Federal vinculada ao Ministério da Educação assinou um acordo de cooperação com o Instituto Politécnico do Porto, de Portugal, com objetivo de estabelecer um programa de parceria acadêmica, científica, tecnológica, artística e cultural entre as partes.

O acordo de cooperação foi assinado após uma rodada de reuniões virtuais realizadas nas últimas semanas com a participação de diretores da Fundaj e representantes de instituições de ensino portuguesas e da Associação Nacional de Política e Administração da Educação (Anpae). 

A presidenta da Fundação Joaquim Nabuco, a professora doutora Márcia Angela Aguiar, conduziu a reunião para a assinatura do acordo de cooperação. Ela agradeceu o empenho de todas as pessoas envolvidas no projeto e destacou que a parceria reforça a atuação internacional da Fundaj.

“Esperamos muitas participações com esse acordo, é uma possibilidade de expandir cada vez mais as atividades da Fundaj como também as do Instituto do Porto. São instituições ricas em conhecimento e quem tem a ganhar são as nossas populações. Este projeto coloca o que há de relevância nas mãos de todos e, particularmente, dos que têm pouco acesso aos bens culturais. É de uma alegria imensa essa assinatura”, comentou Márcia Angela durante o encontro.

De acordo com a presidenta, os trabalhos de cooperação terão início imediato. “Foi recebido um primeiro projeto apresentado por pesquisadores portugueses. Ele já foi repassado aos diretores da Fundação. Agora, serão realizados encontros entre pesquisadores que efetivamente vão trabalhar nos projetos em suas áreas temáticas convergentes”, destacou.

O pró-presidente do Instituto Politécnico do Porto, professor doutor Carlos Ramos agradeceu pela agilidade na tramitação e destacou estar feliz com o momento pelo qual passa o Brasil no fortalecimento de sua democracia.

“Esse momento é de grande satisfação, o acordo concretiza uma importante parceria, gostaria de agradecer à presidenta Márcia Angela pela agilidade nos processos. Após anos complicados, o Brasil volta a ter uma boa agenda de cultura, de educação e, principalmente, ambiental, feliz em trabalhar com vocês nesta nova fase”, concluiu Carlos Ramos.

Participaram da assinatura a diretora de Formação Profissional e Inovação (Difor) da Fundaj, Ana Sousa Abranches, o diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), Túlio Velho Barreto, o diretor de Pesquisas Sociais, Wilson Fusco, o professor da Escola Superior de Educação (ESE), Luís Rothes, o professor Luiz Dourado, representando a Anpae, as pesquisadoras da Fundaj, Sylvia Couceiro e Mônica Monteiro, e o professor José Amaro Barbosa, membro da equipe de transição da Fundação.

Acordo de cooperação

O documento assinado nesta terça-feira destaca as formas de cooperação. Os projetos devem ser apreciados pelas instituições envolvidas verificando a possibilidade e a conveniência de sua execução. As formas de cooperação consistem em:

-Apoio ao intercâmbio de docentes, pesquisadores, técnicos e estudantes;
-Implementação de projetos conjuntos de ensino, de gestão e administração educacional, de pesquisa e extensão, de desenvolvimento tecnológico e de difusão cultural;
-Desenvolvimento conjunto de estudos comparados entre Brasil e Portugal;
-Desenvolvimento conjunto de projetos de intervenção social nos âmbitos da educação, pesquisa social, cultura, arte e inovação;
-Ações cooperadas e coordenadas de elaboração de projetos editoriais, tais como publicações literárias e acadêmicas, como também, revistas eletrônicas nas áreas de interesse comum;
-Promoção de palestras, eventos científicos como simpósios, workshops e/ou colóquios internacionais;
-Realização de exposições, concertos, retrospectivas de cinema, residências artísticas ou outras ações culturais;
-Intercâmbio de informações e publicações acadêmicas tais como congressos, colóquios e seminários;
-Promoção de atividades cooperadas de formação de pessoal docente-pesquisador, técnico e estudante;
-Promoção de atividades cooperadas nas áreas de memória e patrimônio histórico e cultural, notadamente para desenvolvimento de projetos de cursos e pesquisa.

Para a execução das atividades, a Fundaj e o Instituto Politécnico do Porto deverão se apoiar mutuamente, com disponibilização de recursos humanos para coordenação dos trabalhos, fornecimento de infraestrutura para a realização de oficinas e seminários, disponibilização de estruturas tecnológicas e contribuição para ampliar o diálogo entre demais instituições que tenham interesse na temática, visando fortalecer novas parcerias.

Fonte: Nota de Imprensa

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