Foi ao som do cante alentejano que foram dados os parabéns à Biblioteca Pública de Évora (BPE), pelos seus 218 anos, comemorados no dia 25 de março.

O público presente acompanhou o Grupo Cantares de Évora nesta celebração do trabalho que a BPE tem vindo a desenvolver ao longo de mais de dois séculos.

Para assinalar a data, foi preparado, como habitualmente, um programa de atividades diversificado, para públicos de diferentes idades, bem como para as famílias.

Workshops de ilustração ou de escrita criativa, sessões de contos, oficina de tricot, palestras sobre saúde ou de âmbito mais científico, mas também visitas guiadas à BPE e caça ao tesouro foram algumas das propostas.

Em conversa com o Diário do Sul, Zélia Parreira, diretora da BPE, explicou que “estas atividades foram realizadas em parceria com várias instituições e, tal como temos feito nos últimos anos, a intenção foi ter a casa aberta com muitas atividades, para públicos variados, para que todos sintam que têm um espaço dentro desta biblioteca e que esta é uma casa que está disponível para os acolher”.

Reforçou que o objetivo foi “mostrar que é uma casa para todos, que é um espaço de aprendizagem, mas também é um espaço de lazer”, especificando que “tentamos sempre que haja uma componente de conhecimento associada e que as pessoas descubram algo novo”.

De acordo com a mesma responsável, “o facto da BPE ser cada vez mais um espaço aberto faz com que haja mais leitores”, adiantando que “os leitores têm aumentado ao longo destes últimos anos e isso é uma satisfação que temos, mas estamos ainda muito longe dos números que queremos atingir”.

A esse respeito, realçou que “temos cerca de 25 por cento da população de Évora inscrita na BPE, o que é muito pouco”, confessando que “o ideal era que toda essa população estivesse inscrita, pelo que estamos a trabalhar nesse sentido”.

Zélia Parreira recordou ainda que “qualquer cidadão nacional ou residente em Portugal pode ser leitor da BPE porque é uma biblioteca que também é nacional”, esclarecendo que “o único requisito é que as pessoas nos tragam um documento de identificação ou um certificado de residência para se poderem inscrever como leitores”.

Lembrou também que “todos os serviços são gratuitos”, reiterando que “este é um dos poucos, se não o único, serviço público totalmente gratuito e aberto a todos”.

Quanto ao número de documentos disponíveis na BPE, a diretora revelou que, “neste momento, ultrapassa os 300 mil, mas há talvez uns 700 mil que ainda não estão catalogados”, calculando assim que “o volume seja à volta de um milhão de documentos”.

Autor: Redação DS / Marina Pardal
Foto: DS

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