Em 1961, o Instituto Internacional do Teatro criou um dia dedicado a esta arte milenar. Ficou instituído que a 27 de março se assinala o Dia Mundial do Teatro e desde então é habitual a data ser celebrada com espetáculos, debates ou outras iniciativas, normalmente com entrada livre.

Mais uma vez, o Centro Dramático de Évora (Cendrev) e o Teatro Garcia de Resende juntam-se a esta comemoração. “Estas são datas que se assinalam universalmente, encontramos neste dia as portas dos teatros todas abertas, acontece em todo o mundo”, focou José Russo, diretor do Cendrev, admitindo que “abrir as portas do teatro para quem quiser entrar é uma forma muito sincera de celebrar o teatro”.

Revelou ainda que “hoje apresentamos com entrada livre o espetáculo ‘Magnético’, que conta com texto e direção de Abel Neves”, recordando que “esta é a mais recente produção da companhia e que esteve em cena recentemente”.

De acordo com o Cendrev, “como é habitual, neste dia, a entrada é gratuita e é aconselhado fazer o levantamento do bilhete previamente”.

Por ocasião da data que se celebra hoje, deixamos um excerto da mensagem para o Dia Mundial do Teatro 2023, da autoria de Samiha Ayoub, uma atriz egípcia, cujo texto foi traduzido para português por Tiago Fernandes, do Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana.

“Nunca estivemos tão estreitamente ligados uns aos outros como hoje em dia, mas da mesma forma, o mundo tal como o conhecemos nunca esteve tão dissonante, afastando-nos uns dos outros”, considerou Samiha Ayoub, constatando que “é aqui que reside o paradoxo dramático que o mundo contemporâneo nos impõe”.

A atriz egípcia apelou a “levantarem-se todos juntos, de mãos dadas e ombro a ombro, para gritarem bem alto, como é hábito fazermos nos palcos dos nossos teatros, e a deixarem sair as nossas palavras para despertar a consciência do mundo inteiro, para encontrar em nós mesmos a essência perdida da Humanidade”.

Pediu ainda que “tirem os pés da lama das guerras e dos conflitos sangrentos, e deixem-na à entrada de cena”, evidenciando que “pode ser que a nossa humanidade, que se tornou duvidosa, volte um dia a ser uma certeza categórica que nos fará sentir orgulho em sermos humanos e em sermos todos irmãos e irmãs na humanidade”.

Autor: Redação DS / Marina Pardal
Foto: DS

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