A atividade económica e social do concelho sempre esteve associada à olaria, ao mel e ao vinho.

O Foral novo da vila de Redondo, outorgado por D. Manuel em 1517 já fazia referência ao vinho “E da carga maior de vinho ou vinagre se pagará um real e das outras cargas por esse respeito.”

No séc. XIX a maior parte da população do concelho ocupava-se dos trabalhos vitivinícolas, desde os produtores aos trabalhadores das vinhas, passando pela produção (adegueiros) ao comércio (carreiros, almocreves e taberneiros). Uma das atividades económicas mais importantes, sendo o sustento de muitas famílias.

O manifesto ou arrolamento, neste caso, dos vinhos, era obrigatório. Os produtores tinham de declarar as quantidades de uva ou vinho da última colheita em sua posse.

Neste livro, referente a Montoito (1809 – 1835) podemos verificar que Mariana Angélica lavradora manifestou uma pipa e quatro almudes de vinho que teve da sua colheita assim como um almude de aguardente. Enquanto Francisco Ramalho manifestou cinco almudes de vinagre.

O vinho era sobretudo produzido para o consumo interno do concelho.

Fonte: Câmara Municipal de Redondo

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