A Rede Casas do Conhecimento (RCdC) vai expandir-se até ao Alentejo, onde irá funcionar a partir da Universidade de Évora. A cerimónia que decorreu dia 6 de junho, na Reitoria da Universidade do Minho, contou com a presença de António Cunha, presidente da CCDR-N, de Hermínia Vilar, reitora da Universidade de Évora, de Rui Vieira de Castro, reitor da UMinho, e de diversos responsáveis da Rede e dos vários municípios.

Criada há dez anos pela Universidade do Minho, a RCdC é uma unidade cultural que se constitui como ligação das Instituições de Ensino Superior ao território, com o objetivo de sensibilizar e envolver as comunidades locais em desafios como a participação, aprendizagem, criatividade e experimentação tecnológica, potenciando o desenvolvimento económico-social e o empreendedorismo de base local.

“A criação destas Casas do Conhecimento distribuídas pelo Alentejo, como é o intuito deste projeto, procura ultrapassar essa visão de uma Universidade fechada, que é também um dos objetivos desta rede. Prepara essa transferência e transformação digital que é inevitável e que se vai sentir nos diferentes níveis da vida humana e profissional” destacou Hermínia Vilar, durante a cerimónia de assinatura do documento de refundação da RCdC Norte, do memorando de entendimento dos futuros membros, reforçando ainda que a RCdC vem dar resposta “ao desafio da formação, ao desafio da capacitação dos recursos humanos (…) num aparente paradoxo entre o digital e a territorialização do conhecimento”

A sessão incluiu ainda a apresentação dos resultados do projeto “e-Civitas: Expansão inter-regional da Rede Casas do Conhecimento” (RCdC)”, integrado pelas Universidades de Évora e do Minho e financiado pelo Programa SAMA 2020– Sistema de Apoio à Modernização Administrativa.

Rui Quaresma, Professor do Departamento de Gestão da Escola de Ciências Sociais das Universidade de Évora, responsável pelo Projeto na academia eborense, apresentou os resultados do e-Civitas, parabenizando o Professor Luís Amaral, responsável pela criação deste conceito surgido na UMinho, em 2004 “fruto de uma colaboração com a Câmara Municipal de Vila Verde e proveniente da ambição de criar um infraestrutura física, tecnológica e humana que atuasse na região do Minho como um elemento dinamizador da construção da Sociedade da Informação e do Conhecimento”. 

Associada a este projeto desde 2018, a Universidade de Évora procura através da integração desta rede aprofundar a ligação e a articulação da Universidade com a sociedade e as suas comunidades, aproximando a instituição dos cidadãos por via da cooperação protocolada com os municípios que constituem a Rede de Casas do Conhecimento, possuindo de acordo com Rui Quaresma, o enquadramento ideal para se associar a esta causa devido à sua “ grande dimensão em termos geográficos, em termos de percentagem da população envelhecida e com uma grande expressão populacional pelo território”. 

A Rede Casas do Conhecimento está já presente em 14 espaços: Largo do Paço (Braga), campi de Gualtar (Braga) e Azurém (Guimarães), Município de Boticas, Município de Fafe, Município de Montalegre, Município de Paredes de Coura, Câmara Municipal da Trofa, Município de Valongo, Município de Vieira do Minho, Município de Vila Verde, Município de Ponte da Barca e, a título experimental, em Díli, Timor-Leste.

Fonte: Nota de Imprensa / Universidade de Évora

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Veja também

Associação Évora 2027 realiza primeira Assembleia Geral e aprova estatutos, consolidando o caminho rumo a 2027

Na primeira reunião de Assembleia Geral, realizada em Évora, a Associação Évora 2027, resp…