Estrela Alves Faria (1910-1976) é uma artista ainda pouco estudada no panorama da História da Arte, em Portugal. O primeiro terço da sua vida é quase desconhecido e a sua relação com o meio cultural de Évora, com o qual manteve uma relação próxima durante parte da vida, é também um tema em aberto do ponto de vista historiográfico.
A ênfase da exposição centra-se nas três fases da sua formação, a saber: na segunda metade da década de 1920, período em que Estrela frequentou a Escola Industrial e Comercial Gabriel Pereira, em Évora; nos anos de 1930, época em que estudou na Escola de Belas-Artes de Lisboa; no final dos anos de 1940, no segundo período de residência em Paris.
A revelação do seu potencial artístico, durante o período de frequência da Escola Industrial e Comercial Gabriel Pereira, permitiu-lhe ser contemplada com uma bolsa da Junta Geral de Distrito, um apoio importante que suportou o curso de pintura na Escola de Belas-Artes de Lisboa (EBAL).
A etapa de formação na capital coincidiu também com o aprofundar da relação artística com a cidade onde nascera, realizando em Évora, anualmente, entre 1930 e 1934, mostras do seu trabalho. Regressaria em 1946, com a produção do painel para o Posto de Turismo e, em 1963, com o painel azulejar da Sala de Audiências do Tribunal de Évora. Mas foi em 1953, com uma exposição individual na Galeria «Urbana», que terá experienciado o seu momento mais controverso.
A escola Gabriel Pereira foi fundada em 1919 e as comemorações do seu centenário integram um vasto plano de atividades de caráter cultural e artístico que incluem, entre outras, exposições, atividades de expressão dramática, eventos desportivos e a publicação de livros.

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