O Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental (DPSM) do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) recebe, a partir do mês de maio, a nova Equipa Comunitária de Psiquiatria da Infância e Adolescência, no âmbito do projeto piloto, definido pelo Ministério da Saúde para a área da saúde mental.

Este projeto prevê o desenvolvimento de equipas de saúde mental comunitárias em todas as administrações regionais de saúde, com o objetivo de responder mais e melhor às necessidades dos cidadãos, melhorando o acesso e reforçando as respostas de proximidade.

Neste âmbito, a equipa definida para o Alentejo irá desenvolver o projeto no HESE, integrada no DPSM, na Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência (UPIA). Com este projeto, a UPIA fica extremamente enriquecida e ganha a possibilidade de desenvolver um trabalho verdadeiramente realizado na comunidade, passando a saúde mental da infância e adolescência a atuar fora dos limites do hospital, em completa proximidade à população na prestação de cuidados especializados. Até agora, em Portugal, o trabalho desenvolvido na área da saúde mental infanto-juvenil era realizado, tendencialmente, em meio hospitalar, em serviços ou unidades funcionais de Psiquiatria da Infância e Adolescência.

Salomé Ratinho, coordenadora da UPIA, refere que “ a equipa da UPIA acolhe este projeto com muito entusiasmo e sentido de missão” e realça que “a equipa comunitária vai potenciar toda a atividade da UPIA, não só em termos de atividade clínica direta, mas também ao nível da articulação com as escolas, cuidados de saúde primários, entidades de proteção a crianças e jovens em risco, e demais estruturas da comunidade que intervêm na vida e reabilitação dos utentes e suas famílias. Será, igualmente, possível desenvolver de forma estruturada atividades ao nível da prevenção e promoção de saúde mental, fundamentais à melhoria da saúde mental e qualidade de vida da nossa população a longo prazo. Será abrangida um apopulação que se encontra mais distante do HESE e que, habitualmente, tem mais dificuldades nas deslocações ao hospital, aumentando assim a acessibilidade aos cuidados de saúde nesta área, fator essencial à realização dos processos terapêuticos com os nossos utentes. A proximidade com os utentes, com as famílias e com o seu contexto de vida irá permitir também um trabalho de diminuição do estigma, que ainda persiste como obstáculo à procura de ajuda especializada por quem necessita”.

A equipa é multidisciplinar e é composta por um um médico com a especialidade de psiquiatria da infância e adolescência, dois enfermeiros, sendo um enfermeiro especialista em saúde mental e psiquiátrica, um psicólogo clínico, um técnico superior de serviço social, um terapeuta ocupacional e um assistente técnico.

A diretora do DPSM, Madalena Serra, enaltece que “com a receção desta equipa piloto, o HESE e a região ganham especial relevância nos primórdios da Psiquiatria Comunitária da Infância e Adolescência em Portugal. Este é um marco muito importante na história da Pedopsiquiatria portuguesa e nós fomos contemplados com a possibilidade de fazer parte dessa história, desde o seu início. A população do Alentejo Central é a nossa principal preocupação, motivação e a grande vencedora em todo este processo.”

Fonte / Foto: HESE / Nota de imprensa

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