O movimento de cidadania aberto HackExtrem arranca a 15 de maio com a intenção de “hackear” a Extremadura e Portugal, ou seja, com a intenção de olhar de outra forma para os grandes desafios que têm os nossos territórios, tomar as rédeas do futuro e construir uma nova sociedade.

HackExtrem inicia-se com um primeiro hackathon: Hack #0 em que participarão profissionais da cultura, da ciência e da tecnologia, para identificarem os desafios que a sociedade extremenha e portuguesa enfrentam depois da pandemia, identificar processos transformadores e procurar soluções a partir da sociedade civil.

Trata-se de identificar modelos de colaboração e co-design de baixo para cima, a partir da sociedade para as instituições, para que se desenvolvam linhas de trabalho conjuntas e para que se eliminem as tradicionais fronteiras entre o desenvolvimento científico, a inovação, o design, a criatividade, a arte e a cultura. Colocando o foco na estética, na nova beleza, que terá como referências chave a digitalização, a sustentabilidade e a inclusão social.

Este Hack #0, primeiro de uma sequência, que começará de forma presencial no dia 15 de maio no Edificio Embarcadero de Cáceres e continuará em formato online durante seis semanas, estruturar-se-á em fases num processo criativo coletivo, construindo equipas que irão trabalhar no mapeamento das necessidades e das oportunidades da população extremenha e portuguesa, explorar o contexto e os agentes ativos e latentes, idealizar soluções dentro do quadro dos princípios de “A Nova Bauhaus Europeia”, testar e validar as ideias e comunicar as propostas.

Um movimento que se soma à iniciativa europeia da Nova Bauhaus, e que se integra no que se denominou “SWING Bauhaus, South Western IberianNew Bauhaus” uma proposta para fortalecer o ecossistema de projetos de inovação na Extremadura e em Portugal, e com os olhos postos num futuro verde, sustentável, inclusivo e digital, onde a criatividade e a colaboração serão aspetos fundamentais.

As empresas extremenhas que inicialmente estão a impulsionar este movimento são a SngularTeamlabs, a MB3-Gestión e a Emprendedorex, em conjunto com a Fundación José Manuel Calderón, que adiciona os princípios de construção das equipas de alto rendimento ao projeto. E como patrocinadores, apoiam o movimento HackExtrem a Fundación Extremeña de la Cultura, a Consejería de Cultura, Turismo y Deporte de la Junta de Extremadura, Marca Extremadura y Alimentos de Extremadura.

Também colaboram outras entidades públicas e privadas, como a Telefónica e a Diputación de Cáceres e a Diputación de Badajoz.

O Instituto Tecnológico de Massachusetts, através do seu MIT D-LAB, já se interessou pela iniciativa e realizará uma co-investigação, liderada por Elizabeth Hoffecker, com quem se construirá o sistema de avaliação de impacto do projeto.

Hack #0 será o primeiro de uma série de hackatones aos quais se irão unindo novos agentes. HackExtrem é, portanto, uma iniciativa viva e aberta à participação de pessoas e organizações que queiram construir soluções sustentáveis para os territórios da Extremadura e de Portugal de maneira inclusiva. Os interessados em fazer parte deste movimento poder-se-ão inscrever através da web https://www.hackextrem.com/

Este movimento une-se à proposta lançada pela Comissão Europeia de “A Nova Bauhaus Europeia”, uma iniciativa criativa e interdisciplinar que abre um espaço de encontro para conceber futuras maneiras de viver e se situa na encruzilhada entre a arte, a cultura, a inclusão social, a ciência e a tecnologia.

Fonte / Foto: HackExtrem / Nota de imprensa

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