A coordenação das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano considera que o atual sistema de vacinação para as populações contra a Covid-19, não está a ser eficaz e em muitos casos a “conta gotas”.

De acordo com esta estrutura, este atraso verifica-se devido às opções políticas do Governo no sentido de realizar uma parceria público-privada, para a implementação da criação da vacina e sua aplicação aos utentes.

“A União Europeia financiou, com recursos públicos, a produção de vacinas. Financiou a fase de investigação e desenvolvimento; financiou seguros de risco; comprou antecipadamente vacinas. Porém, abdicou de quaisquer direitos de propriedade sobre a invenção que financiou”, atesta.

O ritmo de produção das vacinas é, assim, determinado pela capacidade produtiva das farmacêuticas e pela gestão que as mesmas fazem do processo, “em função dos seus interesses comerciais, inclusive na resposta aos vários pedidos de aquisição”.  

Este processo de vacinação revela que, por um lado, “não termos soberania para produzir publicamente esta vacina, por outro estamos dependentes da Agência Europeia do Medicamento”, considerando este um erro grave.

Para a coordenação das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano, para uma melhoria na resolução do problema da escassez de vacinas, são apontadas as seguintes propostas:

– O Governo e o Ministério da Saúde sobre a aquisição de vacinas deveria e deverá no futuro diversificar a compra de vacinas, já aprovadas pela Organização Mundial de Saúde, a outros Países, não ficando dependente do contrato com a UE;

– O Governo deve também requerer a abertura das patentes, para que possam ser produzidas em território nacional e assim ter uma maior autonomia;

– O Governo deve valorizar e aumentar a produção de medicamentos no Laboratório Militar;

– Criação do Laboratório Nacional do Medicamento.

Autor: Maria Antónia Zacarias / Nota de Imprensa

Foto: Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano

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