A Guarda Nacional Republicana (GNR) empenhou, desde 2007 até 2020, mais de 800 militares em diversas operações combinadas da Agência Europeia de Fronteira e Guarda Costeira (FRONTEX), que visaram prevenir, detetar e reprimir casos de imigração ilegal, tráfico de seres humanos e outros crimes fronteiriços, contribuindo, fundamentalmente, para a salvaguarda de vidas humanas.

Só no ano de 2020, provenientes de diversas valências policiais, foram destacados 114 militares da Guarda por toda a Europa, entre os quais 18 peritos designados como seconded Team Members (sTM), em países como a Bulgária, Croácia, Espanha, Grécia, Hungria, Itália e Polónia, que desempenharam inúmeras missões e tarefas na FRONTEX.

Entre essas ações, destaca-se “a vigilância da fronteira externa da União Europeia e operações de busca e salvamento”.

Nestas situações, estão incluídas “a vigilância marítima e operações de busca e salvamento, com a utilização de embarcações; bem como a vigilância terrestre e apoio ao controlo das fronteiras, através de binómios cinotécnicos e de patrulhamento com recurso a veículos todo-o-terreno, dotados de câmaras de visão térmica (Thermo Vision Vehicle) e de sistemas de vigilância e deteção através de radar e de câmaras diurnas e noturnas, de alta resolução e alcance (Posto de Observação Móvel)”.

Outras missões realizadas foram “a deteção de crimes graves com dimensão transfronteiriça, incluindo tráfico de migrantes, tráfico de seres humanos e terrorismo”; a par da “investigação criminal, através de diversos militares, com formação na área, desempenhando tarefas de tratamento de dados pessoais, para efeitos de registo e asilo de migrantes, verificação e controlo de viaturas suspeitas em zonas de fronteira e processamento de informação policial e criminal”.

A GNR realçou ainda alguns números referentes ao ano de 2020. “Foram realizadas 1 382 patrulhas realizadas; mais de 10 500 horas de empenhamento; cerca de 89 mil quilómetros (em terra) e 9 200 milhas náuticas (no mar) percorridos; cerca de mil migrantes auxiliados, dos quais 473 foram resgatados de seis embarcações intercetadas; mais de 6 300 veículos fiscalizados; e cerca de 7 100 pessoas controladas, tendo sido impedidas 13 entradas ilegais no espaço Schengen”.

Hoje, dia 27 de janeiro, inicia-se o ano operacional de 2021, encontrando-se previstas 16 operações FRONTEX com missões e tarefas distintas, tendo já sido destacados 30 militares da Guarda para integrar a Operação “Poseidon Sea 2021” na Grécia para iniciar funções nesta mesma data.

A participação da Guarda em Operações deste tipo no presente ano merece um especial destaque, tendo em conta que Portugal assumiu, pela quarta vez, a Presidência Portuguesa da União Europeia (PPUE).

Fonte: GNR / Nota de imprensa

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