São 46 os estudantes da Universidade de Évora (UÉ) que estão já a contribuir para reforçar tanto a monitorização dos contactos dos doentes de Covid-19, como o acompanhamento telefónico a estes doentes, em isolamento nas suas casas. Em causa está um centro de rastreio de contactos posto em funcionamento em tempo recorde, como resposta a um pedido de apoio da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo.

Desde a primeira hora disponível para colaborar com as Autoridades de Saúde, a Universidade de Évora respondeu em tempo recorde à solicitação da ARS do Alentejo e criou, durante este último fim-de-semana, um espaço onde, em regime de voluntariado, estudantes das licenciaturas em Enfermagem e em Psicologia acompanham diariamente, através de chamada telefónica, as pessoas na região infetadas por SARS-CoV-2 e/ou em isolamento profilático.

Este reforço na vigilância epidemiológica é considerado “fundamental” por Felismina Mendes, diretora da Escola Superior de Enfermagem de S. João de Deus da academia alentejana, por permitir “um acompanhamento mais eficaz por parte das Autoridades de Saúde” e, sobretudo, “muito importante para que as pessoas não se sintam sozinhas e desacompanhadas”.

Felismina Mendes fez questão de frisar a recetividade dos estudantes para participar nesta ação “e poderem ajudar neste momento delicado pelo qual estamos a passar”, bem como em receber formação da ARS Alentejo necessária para integrar este grupo.

Pedro Ferreira, médico em Saúde Pública da ARS Alentejo, no Departamento de Saúde Pública e Planeamento, explica que os voluntários são preferencialmente da área da Saúde e devem ter “boa capacidade de comunicação para estabelecer uma relação empática e capaz de transmitir de forma clara um conjunto de recomendações simples, mas essenciais”.

Quanto ao isolamento profilático “deve garantir-se o mais precocemente possível para se conseguir cortar as cadeias de transmissão”. 

Foi a situação registada nas últimas semanas no Alentejo Central que levou as Autoridades de Saúde “a recorrerem a colaborações externas para aumentar a sua força de trabalho”, adiantou Pedro Ferreira.

É neste contexto que se incluí esta parceria com a UÉ, que na prática se traduz no contacto telefónico e recolha de informação pelos estudantes voluntários, a qual é registada na plataforma digital da ARS do Alentejo para que esta entidade possa responder de forma célere e direcionada às diferentes necessidades/situações relatadas.

No segundo ano da Licenciatura em Enfermagem Bruno Marques é um dos 46 voluntários que, em turnos de quatro horas, escuta quem mais precisa. Juntou-se desde a primeira hora a esta iniciativa, adiantando as suas razões “sei que o país precisa de todos e sinto que posso ser útil e aprender mais para o meu futuro profissional” e sublinha que, “na maioria dos casos as pessoas ficam satisfeitas porque percebem que não estão sós e mostram muita gratidão quando nos ouvem”.

Pedro Velez, igualmente no segundo ano do curso de Enfermagem, pretendeu ao voluntariar-se “contribuir para uma boa causa e estar mais perto de quem precisa”, sentindo-se preparado para encarar diferentes situações com uma atitude tranquila por forma a conseguir explicar de forma clara as recomendações necessárias.

Ideia partilhada por Maria Cardador, a estudante de Enfermagem garante estar preparada para este desafio, até porque, como enfatiza com convicção “o importante é agir, levantarmo-nos do sofá e contribuir da melhor forma possível”, aludindo aqui aos desafios e dificuldades que os profissionais de saúde diariamente enfrentam.

Fonte: Universidade de Évora / Nota de imprensa

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