A Suão – Associação de Desenvolvimento Comunitário, de São Miguel de Machede, viu o seu jornal “Menino da Bica” ser galardoado com o Prémio Boas Práticas “Associativismo Juvenil” da região Alentejo.

Este prémio foi atribuído pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) às associações juvenis, inscritas no Registo Nacional do Associativismo Jovem (RNAJ).

Em declarações ao Grupo Diário do Sul, Lurdes Pratas Nico, presidente da Direção da Suão, e Bravo Nico, diretor executivo desta mesma associação, explicaram que “este prémio assume uma relevância social e comunitária muito significativa, uma vez que este é um instrumento de construção e partilha conjunta entre todos os que colaboram no ‘Menino da Bica’, desde os jovens aos mais velhos”.

Acrescentaram ainda que “o ‘Menino da Bica’ é o espaço em que podemos partilhar tudo o que se faz na Suão e na comunidade”, considerando que “este jornal é uma poderosa ferramenta de aprendizagem, em contexto educativo não formal, para todos os jovens que nele participam”.

Os mesmos responsáveis realçaram que, em relação ao trabalho dos jovens, “no ano anterior, desenvolveram diversas ações, no âmbito da realização da edição do jornal comunitário”.

Já em 2020, recordaram que, “durante a fase inicial da pandemia, o ‘Menino da Bica’ teve edições semanais, para que as pessoas pudessem estar informadas acerca de assuntos do seu interesse e da nossa comunidade”.

Mas vamos conhecer um pouco melhor este “Menino da Bica”. Segundo Lurdes Pratas Nico, “é um jornal comunitário que nasceu em 1998”, focando que, “atualmente, é feita uma edição por ano”.

De acordo com a presidente da Suão, “neste jornal, todos podem participar, através de fotografias e artigos, relatando o que fazem e/ou a sua opinião sobre algum assunto específico”.

Exemplificou que “contamos com a colaboração dos alunos do Curso de Educação de Adultos, dos jovens do Gabinete do Desenrascanço Estudantil, receitas dos cafés da terra ou testemunhos dos parceiros”.

Lurdes Pratas Nico frisou que “é um meio de divulgação dos projetos desenvolvidos pela Suão ao longo do ano”, adiantando que “este jornal é distribuído, na comunidade de São Miguel de Machede, porta a porta, no mês de dezembro”.

Disse ainda que, “hoje em dia, é divulgado em suporte papel e através das redes sociais”.

Atendendo à época atípica que vivemos, Bravo Nico evidenciou que, “nestes meses de pandemia, a Suão teve de se adaptar para continuar a prestar o apoio educativo, social e comunitário no âmbito da sua missão como associação de desenvolvimento local, centro comunitário, associação juvenil e escola comunitária”.

Explicitou que, “no campo da educação (não formal), nasceu o Caderno Companhia, com atividades educativas individualizadas, concretizadas no domicílio dos adultos; alargou-se a bolsa de voluntários de apoio dos jovens inscritos no Gabinete do Desenrascanço Estudantil, a funcionar presencialmente e à distância; e continuámos a responder às solicitações dos micaelenses na área dos apoios sociais”.

Segundo o diretor executivo da Suão, “passou-se a recorrer mais às ferramentas tecnológicas na realização das atividades que, outrora, eram feitas presencialmente na sede (exemplo da atividade cultural nos meses de verão)”.

Destacou ainda que “aprofundámos o contacto com os nossos sócios e alunos através de telefonemas semanais”.

Em relação ao “Menino da Bica”, Bravo Nico referiu que “decidimos fazer uma versão mais pequena do jornal comunitário, distribuído porta a porta, semanal ou quinzenalmente”.

Na sua opinião, “constituiu uma forma de comunicação com as pessoas, levando até às famílias informação sobre a Covid-19, as medidas de proteção a tomar e o apoio que a Suão poderia disponibilizar”.

Autor: Redação DS / Marina Pardal

Foto: Suão

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