O diretor do Agrupamento de Escolas Gabriel Pereira, Fernando Martins afirma que a Escola André de Resende vai manter-se encerrada até quarta-feira, como tudo indica, depois de uma assistente operacional ter testado positivo à COVID-19.

O edifício vai ser sujeito amanhã a desinfeção, a higienização, “sobretudo da cozinha e do refeitório, uma vez que a assistente operacional infetada é uma cozinheira”, justifica, salvaguardando que esta decisão resulta do facto de quando o estabelecimento reabrir possa ser em total segurança.

Fernando Martins garante, contudo, que “esta é provavelmente a escola com melhor execução a nível interno de higienização, ou seja, a mais eficiente nesse aspeto”.

O responsável avança que o agrupamento está a fazer o cruzamento de todos os dados, isto é, a estudar os contactos que esta assistente operacional teve com o intuito de perceber se esteve com todos os outros assistentes operacionais. “Queremos perceber o que podemos fazer a partir de quinta-feira, depois de todos serem testados”, explicita.

O diretor diz que se os resultados forem negativos à COVID-19, espera poder contar rapidamente “com oito ou nove assistentes operacionais”, crendo que não seja preciso fazer quarentena, como já está a acontecer em outros pontos do país.

Entretanto, as aulas têm que voltar a ser presenciais e para quinta-feira está previsto reiniciar o segundo ciclo, “havendo a criação de situações alternativas em termos de alimentação com o apoio dos pais”. A ideia é que quem possa ir buscar os filhos para almoçar, o faça. Quem não conseguir, pode mandar o almoço para que possa ser aquecido nos micro-ondas que o agrupamento já tem para disponibilizar ou então terão que almoçar refeições confecionadas em outras escolas.

A estratégia para o terceiro ciclo, nomeadamente para o 7.º e 8.º ano, é que o ensino volte na próxima segunda-feira, “se tal for possível”, de manhã presencial e à tarde com o ensino à distância.

Fernando Martins adverte que tudo isto são cenários que estão a ser equacionados, não havendo ainda certezas de nada até os testes serem realizados e serem conhecidas as normas da Saúde Pública de Évora.

Autor: Maria Antónia Zacarias

Foto: AEGP