Mais de meia centenas de empresárias portuguesas e andaluzas estiveram reunidas em Sevilha nos passados dias 21 e 22 de outubro, em Sevilha, num encontro que teve como grande objetivo a troca de experiências e a criação de canais de sinergia.

O pavilhão de Marrocos da Expo92, Sede da Fundação Três Culturas, acolheu quinta-feira passada as empresárias da Euroregião Algarve, Alentejo e Andaluzia

Este encontro, denominado fórum Intrépida plus, organizada pela Fundación Tres Culturas del Mediterrâneo com o apoio do programa INTERREG VA Espanha-Portugal (POCTEP), visou ainda permitir a troca de ideias entre as empresárias presentes na “capital andaluza”, que viajaram desde o Alentejo, Algarve e Andaluzia.

A delegação alentejana, que foi acompanhada por técnicos do Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE), entidade parceira do Projeto Intrépida, foi constituída por um conjunto diversificado de mulheres empreendedoras, empresárias em vários setores, desde o turismo, passando pela olaria, gestão ou design.

Para a Diretora Executiva do NERE, Paula Paulino, a “atual situação pandémica impossibilitou a presença de um número maior de empresárias alentejanas. Esta é a segunda edição deste fórum e no ano passado, por exemplo, tivemos presentes com meia centena de mulheres tendo, inclusivamente, fechado as inscrições”.

Contudo, Paula Paulino reitera a importância do encontro, ressalvando que é a partir deste tipo de ‘networking’ que se abrem portas para negócios internacionais ou parcerias. “Deste ponto de vista há a assinalar, desde a primeira edição, o nascimento de parcerias entre empresárias das várias regiões e também entre empresárias alentejanas que, por vezes, já se traduziu, por exemplo, no lançamento de novos produtos e ou na presença conjunta em certames nacionais ou internacionais”.

Número de mulheres empresárias cresce

Sobre o cenário do empresariado feminino no distrito de Évora, a Diretora Executiva do NERE destacou, nesta conversa com o DS à margem do Fórum Intrépida, que cada vez mais as mulheres arregaçam as mangas e criam o seu próprio negócio. “Enquanto entidade acreditada, temos acompanhado diversos projetos de criação de autoemprego e tendo como válido este referencial posso lhe garantir que são mais as mulheres que os homens a enveredar por esta via. De qualquer forma, ainda há uma enorme clivagem de números entre homens e mulheres”.

“Há cada vez mais mulheres empresárias como opção de vida e que, por norma, têm sempre mais do que uma empresa. Ou seja, depois de começarem o projeto apercebem-se de mais algumas oportunidades de negócio e criam outras áreas empresariais. Por norma o que se verifica é que as empresas femininas têm mais do que um Código de Atividade Económica. Verifica-se também na parte profissional aquilo que se verifica em casa. Uma extraordinária capacidade de fazer mais coisas”, revelou ainda.

Neste fórum, o Alentejo fez-se representar pelas seguintes empresas (empresárias): Courela do Zambujeiro (Eduarda Tavares); Monte dos Paladares (Margarida Gouveia); Na Sombra do Alentejo – Turismo, lda; GabiOliveira (Gabriela Oliveira); Olharia Bulhão (Manuela Marques); Maria Sobral M (Maria Mendonza); CLS (Sandra Dias).

Fonte: Redação “Diário do Sul” – Enviado especial em Sevilha

Fotos Exclusivas – Diário do Sul