O valor do mercado do Vending em Portugal deverá recuar cerca de 15% em 2020, situando-se nos 475 milhões de euros. A conclusão é da análise setorial da Informa D&B e deve-se ao impacto da pandemia da Covid-19, que provocou uma significativa deterioração do consumo privado e da atividade empresarial.

Até ao final de 2019, o valor deste mercado de venda automática manteve a tendência ascendente dos anos anteriores, atingindo nesse ano 560 milhões de euros, um acréscimo de 4,7% face a 2018. O contexto macroeconómico favorável e o aumento da atividade turística foram os principais fatores que nos últimos anos dinamizaram a procura no setor de Vending.

Em 2019, as máquinas para venda de tabaco foram responsáveis por cerca de 63% das vendas totais, cujo valor atingiu 350 milhões de euros. O segmento de bebidas quentes, por sua vez, gerou quase 18% das receitas, enquanto as máquinas de bebidas frias e as de alimentos sólidos representaram, respetivamente, cerca de 11% e 9% do total.

Estrutura da oferta

O mercado português de exploração de máquinas de venda automática é constituído por um grande número de pequenos operadores que exercem a sua atividade numa área geográfica determinada. A estes, junta-se um reduzido número de empresas de média e grande dimensão que operam todo o território nacional com uma carteira de clientes diversificada em diversos segmentos de procura.

Entre as empresas com mais máquinas, contam-se as grossistas de tabaco, as quais introduziram o Vending como um canal mais de distribuição tendo ido gradualmente alargando os seus parques de máquinas. A quota de mercado conjunta dos cinco principais operadores rondava os 44% em 2019, passando para 56% quando considerados os dez principais.

Fonte: Informa D&B: Estudo Sectores Portugal“Vending” / Nota de Imprensa